Adeus.
As pessoas simplesmente morrem, falecem, se vão. Todo dia alguém morre, todo minuto eu diria que alguém morre. Nunca é um alguém qualquer, é sempre o alguém de alguém. Uma mãe, um pai, um filho, um irmão, um amigo. O ruim da morte é que não é uma data programada como o nascimento que a gente se prepara para que aquela pessoa surja nas nossas vidas. A morte é uma surpresa, uma péssima surpresa. A pessoa simplesmente vai. Pode acontecer em um lindo dia ensolarado ou em uma tarde sem nenhuma importância. Ela simplesmente acontece. Não há espaço para um último nada, nada mesmo. Afinal a gente não sabe dizer adeus, sabemos lidar melhor com os “ois”, “pode chegar”, “seja bem-vindo”. Mas as pessoas partem, é a vida. Mas fica na memória o último adeus que não deveria ter sido último, o último abraço que deveria ter sido só mais um abraço, o último eu te amo que era só mais um eu te amo.
